Extinções e demissões no RS

Os esforços de luta e resistência de milhares de trabalhadores do funcionalismo público estadual não foram suficientes para conter a sanha liberal e privatista do governo Sartori (PMDB). A Assembléia Legislativa do RS aprovou, na terça (20) e na quarta, (21) mais uma série de medidas previstas em seu pacote.

Foram aprovados o PL 246 (foram extintas a Fundação de Economia e Estatística (FEE), Fundação Zoobotânica (FZB), Fundação Piratini (TVE e FM Cultura), Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH) e Metroplan); o PL 248 que extinguiu a Fepagro (Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária) e a FIGTF (Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore); o PL 244 que extinguiu a CORAG (Companhia Rio Grandense de Artes Gráficas); o PL 251 que acabou com a SPH (superintendência de portos e hidrovias) e o PL 301 que extinguiu a FEPPS (Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde.

Com a aprovação destes projetos, já se contabiliza a demissão de cerca de 1,2 mil servidores públicos estaduais. Sem contar com tantas outras demissões (como as dos trabalhadores do estaleiro de Rio Grande). Soma-se a isso o não recebimento do 13º salário e o crescente endividamento que estão sujeitos os e as trabalhadores do funcionalismo para que possam pagar suas contas e os recorrentes empréstimos contraídos de bancos como o Banrisul. Uma verdadeira CRISE para os de baixo, enquanto os de cima continuarão recebendo isenções fiscais, sonegando impostos, lucrando em cima do que deveria ser um patrimônio público, aqui entendido como público não estatal!

A luta dos trabalhadores ao pacote do Sartori infelizmente não alcançou uma resistência à altura da intransigência desse governo. As direções sindicais, em sua maioria burocratas, como é a direção Cutista do Cpers/Sindicato (um dos maiores sindicatos em categoria da América Latina) fez muito pouco ou quase nada para mobilizar a sua base (cansada de tanta politicagem de sua direção) e construir uma referência de mobilização para as demais categorias do funcionalismo público. Mais uma vez, canalizaram sua atuação para dentro do parlamento, trocando a luta direta nas ruas pelo gritos e discursos de gabinete nas galerias do plenário da Alergs. Como se os ouvidos e olhos do governo fossem sensíveis e gritos e palavras de ordem escritos em cartazes.

Mas a luta continua e a resistência será cada vez mais urgente e necessária!

Foto: Guilherme Santos/Sul 21

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