Xadrez eleitoral: Elite financeira movimenta seu bispo

Contribuição do companheiro Cris Castro

Imagine um setor hegemonicamente mais comedido da burguesia nacional não-varejista (sim, gigantes do varejo têm manifestando apoio ao “proto-AIB”), na hora do pega pra capar do pacto intra-elites chegando pra executiva nacional do PT e coordenação da majoritária: – “Seguinte, vocês garantem a estabilidade política nessa bagaça que a estabilidade econômica é com a gente”.

Imaginou? Vamos lá! A chapa dos galinhas verdes, mesmo tendo o nome do Think Tanker do IMIL pra pasta da fazenda, também traz um general da reserva capaz de peripécias como insinuar o auto-golpe entre todo um repertório de pérolas irreproduzíveis.

De modo que a pergunta que não quer calar é: – Quem tem a cara (no sentido de interface pública mesmo) de operador do reordenamento do padrão de acúmulo do capital no “estadiamento” financeiro em que se encontra:

1. O ex-analista de investimento do Unibanco, mestre em economia e ex-subsecretário de Finanças e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de São Paulo que integrou o Ministério do Planejamento durante a gestão Guido Mantega (2003–2004), oportunidade na qual elaborou o projeto de lei que instituiu as Parcerias Público-Privadas (PPPs) no Brasil?

2. Uma ameba incapaz de incluir em suas performances chauvinistas operações básicas de matemática?

Até Sarah Palin, canditada a vice pelo Partido Republicano durante as eleições presidenciais estadunidenses de 2008, que constantemente punha seus assessores em desespero, enfrentou sabatinas na imprensa encenando alguma dignidade. O Bozo não. Ele é o próprio cataclisma vernacular.

E onde entra o “coroné” nessas contas? Ciro, além de não decolar em pontos percentuais e apesar de não ter recebido a unção – leia-se transferência de capital político – do maior cabo eleitoral do planeta, apenado e em vias de canonização, Luís Inácio, é quem em certa medida, curiosamente ainda se parece no que concerne à formação discursiva, com o ideário transportado pelo lulismo junto ao imaginário popular: do milagre da conciliação de classes à promessa da manutenção das agendas de transferência de renda.

Mas os milicos não são indispensáveis aos Chicago Boys? São. Todavia os nossos já sentiram o “gostinho” de mandar e chegar ao governo republicano por vias legais seguramente lhes apraz, mas vão querer mandar mais: – “Dissolve o legislativo”. Já pensou? Melhor tê-los na focinheira.

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