125 anos do nascimento de Buenaventura Durruti

“O fascismo não se discute, se destrói!” Uma das frases mais conhecidas do revolucionário Buenaventura Durruti, histórico militante do anarquismo espanhol; figura de grande simplicidade, determinação, fraternidade e ética com a luta social para a construção do Poder Popular, desenvolvido na Revolução Espanhola.

O dia de hoje marca 125 anos do nascimento de Durruti, que até sua morte lutou com todas as energias pela construção de uma nova sociedade, em que as classes oprimidas pudessem tomar para si as terras e as fábricas, e derrotar o fascismo ao mesmo tempo em que construíam um mundo novo.

Em entrevista em 1936, perguntado como reconstruiriam o território espanhol, em meio às ruínas, caso ganhassem a guerra, Durruti respondeu:

Não esqueça que os trabalhadores são os únicos produtores de riqueza. Somos nós, os operários, que fazemos trabalhar as máquinas nas indústrias, os que extraímos o carvão e os minerais das minas, os que construímos cidades… Por que não iremos, pois, construir e ainda em melhores condições para substituir o que foi destruído? Somos nós, os trabalhadores que construímos os palácios e as cidades aqui na Espanha e na América e em toda parte. Nós, os trabalhadores, podemos construir outros em seu lugar. E melhores! As ruínas não nos dão medo. Sabemos que não vamos herdar algo mais que ruínas, porque a burguesia tratará de arruinar o mundo na última fase da sua história. Porém, e repito-o, não nos dão medo as ruínas, porque levamos um mundo novo nos nossos corações. Esse mundo está crescendo neste momento.

Buenaventura Durruti

Durruti acreditava na força popular revolucionária que, por meio da ação direta, derrotaria o fascismo e também o Estado e o capitalismo. A Coluna que levava seu nome atuava ativamente nesse sentido. Carl Einstein, que combateu a seu lado, assim descreveu a Coluna e o companheiro Buenaventura:

A Coluna Durruti compõe-se de trabalhadores, proletários vindos das fábricas e dos vilarejos. Os operários das fábricas catalães partiram em guerra com Durruti, os camaradas da província juntaram-se a eles. Os agricultores e os pequenos camponeses abandonaram seus vilarejos, torturados e aviltados pelos fascistas, e transpuseram o Ebre à noite. A Coluna Durruti cresceu com a região que ela conquistou e liberou. (…) A Coluna é obra do camarada Durruti, que estabeleceu seu espírito e encorajou sua liberdade de ser até a última batida de seu coração.

Carl Einstein

Em homenagem à Memória, Luta, Rebeldia e Organização daqueles e daquelas que tombaram na luta popular, contra o fascismo, erguendo a bandeira do anarquismo, que sigamos o caminho de Durruti!

Coordenação Anarquista Brasileira

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